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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Os benefícios da meditação

Além de obter a sensação de bem-estar da mente, a meditação pode aumentar a imunidade do organismo. 


Veja quais são os benefícios da arte de meditar:
Quem medita tem as defesas do organismo ampliadas e consegue lidar melhor com o estresse, concluiu um estudo realizado na Universidade da Califórnia, EUA. Isso acontece porque durante a prática da meditação a enzima telomerase (ligada ao sistema imunológico) tem sua ação intensificada. Entretanto, o responsável pelo estudo, Clifford Saron, alerta que a meditação sozinha não resolve. A prática é apenas um dos mecanismos usados pelo corpo para aumentar o bem-estar do indivíduo. E é esse estado que age diretamente sobre a atividade da telomerase nas células do sistema imunológico, que são as reais responsáveis por promover a longevidade nas células. Para chegar a essa conclusão, foram analisados 60 pessoas durante três meses. Trinta delas praticaram a meditação e as outras trinta, não. As taxas da telomerase se mostraram cerca de 30% mais elevadas naquelas que meditavam. Foram esses pacientes que apresentaram, ainda, um aumento na capacidade psíquica, como melhora na percepção de controle e atenção, além de diminuição da neurose ou de emoções negativas.

Veja como o corpo reage a meditação
Há diversos estudos que relatam as alterações fisiológicas que ocorrem em pessoas que meditam. Na área cerebral, nota-se um aumento da integração e efetividade do cérebro e acontece uma ampliação das ondas cerebrais relacionadas ao relaxamento. Além disso, ocorre um menor gasto de oxigênio pelas células do corpo, redução da frequência cardíaca e diminuição da condutância elétrica da pele (devido ao relaxamento). “Em resumo, podemos dizer que o ato de meditar provoca uma redução do metabolismo e assim ocorre uma pronunciada desaceleração do funcionamento do corpo”, explica Cardoso. O cérebro fica globalmente mais irrigado, aumentando a coerência e sincronia eletro-encefalográfica. Há ainda o aumento da concentração de dopamina, norepinefrina e serotonina (neurotransmissores), o que explica o aumento da sensação de prazer, motivação e energia após a prática da meditação transcendental, havendo também uma redução dos hormônios do estresse.

Quais são os principais benefícios para a saúde?
Dentre as vantagens que surgem da prática regular da técnica destacam-se:
  • redução do estresse e ansiedade
  • aumento de satisfação e melhor desempenho no ambiente de trabalho
  • diminuição da insônia e depressão
  • aumento de bem-estar e auto-estima
  • estímulo da criatividade, inteligência e memória
  • fortalecimento do sistema nervoso e imunológico
  • redução da pressão arterial e de dores de cabeça
  • diminuição do consumo do tabaco, do álcool e de drogas ilícitas.
(Fonte: Revista VivaSaúde Edição 107)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O papel dos pulmões (Fei)



Órgão da Sensibilidade

Os pulmões são considerados o "órgão da sensibilidade" na Medicina Tradicional Chinesa porque eles se abrem diretamente para o ambiente externo e geralmente são o primeiro órgão interno atacado por agentes patogênicos externos (organismos causadores de doenças), como as bactérias ou vírus.
Os sintomas de desequilíbrio nos pulmões incluem tosse, asma, fleugma, dor no peito, inchaço, perda de voz e sangramentos nasais.

As funções dos pulmões na Medicina Tradicional Chinesa

Os pulmões controlam a respiração. Essa importante função se relaciona intimamente com a compreensão ocidental do órgão. Além de controlar a inalação do oxigênio e exalação do dióxido de carbono, os pulmões (juntamente com o baço) são vistos como a fonte do qi pós-natal, a real vitalidade de uma pessoa. Os rins são considerados a fonte do qi pré-natal, a constituição.

O conceito de qi pós-natal é importante porque as pessoas com uma constituição fraca não precisam ser confinadas em uma vida de fadiga ou doença. Através de exercícios respiratórios como o Qi Khong, uma pessoa pode melhorar sua vitalidade por meio do qi dos pulmões. Os pulmões controlam o qi do corpo inteiro.

Como os pulmões transformam o ar inalado em qi, eles têm uma influência importante nas atividades funcionais do corpo inteiro. Quando o qi do pulmão está forte, a respiração é normal e o corpo tem energia suficiente. Por outro lado, o qi do pulmão fraco, priva os outros órgãos e tecidos do corpo de energia, o que leva à falta de ar, voz fraca e fadiga geral.

Os pulmões controlam os fluidos corpóreos na parte inferior do corpo. Os pulmões, como um órgão da parte superior do corpo, ajudam a movimentar o qi e os fluidos corpóreos para a parte inferior do corpo. Quando essa ação descendente dos pulmões é prejudicada e o fluxo normal do qi é desequilibrado, sintomas como tosse e falta de ar podem ocorrer. Também, os fluidos podem se agrupar na parte superior do corpo, resultando em edema (severa retenção de água) e dificuldade para urinar.

Se esse conceito é difícil de ser entendido a partir de uma perspectiva anatômico ocidental, pense nele a partir de um ponto de vista energético. Por exemplo, quando você mergulha um canudo de bebida na água, o canudo se enche de água. A água então flui para fora do canudo quando você o retira da água. Porém, se você colocar um dedo sobre a extremidade do canudo antes de erguê-lo da água, a água permanecerá no canudo até você erguer seu dedo. Essa ação é similar ao bloqueio do movimento descendente da água que resulta do desequilíbrio da função dos pulmões.

Os pulmões regem os pêlos do corpo e a pele. Esse princípio se refere à função dos pulmões de dispersar umidade para a pele, manter sua flexibilidade e elasticidade. Os pêlos do corpo e os poros também são considerados uma parte integrante do sistema defensivo dos pulmões: eles agem como uma fronteira entre o ambiente externo e o interior do corpo, protegendo o corpo do ambiente externo.
O qi que flui logo abaixo da pele é chamado de wei qi e é considerado o sistema imunológico do corpo. Quando o wei qi está forte, o corpo é capaz de combater os agentes patogênicos externos.

Clinicamente, a relação entre os pulmões e os poros é vista em pessoas que freqüentemente contraem resfriados: normalmente elas reclamam que têm aversão ao vento, e que elas transpiram quando não estão sentindo calor. Esses sintomas se devem a um desequilíbrio no controle dos poros exercido pelo pulmão, resultando no fácil acesso ao interior do corpo por agentes patogênicos externos.

Os pulmões se manifestam no nariz e controlam a voz. Quando o qi do pulmão está saudável, o olfato é agudo, as passagens nasais permanecem abertas e a voz é forte. Quando o qi do pulmão está em desarmonia, a pessoa pode apresentar sintomas de congestão nasal, muco excessivo, olfato prejudicado e voz fraca ou rouca. Como a maioria de nós já experimentou, um colapso na energia do corpo inteiro normalmente acompanha esses sintomas.